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INICIATIVA NOVOS COMISSÁRIOS 2008

A SITUAÇÃO ESTÁ TENSA

MAS SOB CONTROLO

 

 6 a 31 de Maio de 2008

 5ª feira a Sábado: 14h30-19h30

 

  Inauguração: 3 de Maio às 19h

  Apresentação do catálogo: 29 de Maio, 22h, por Filipa Oliveira com a presença dos artistas e curadores

Inaugura no dia 3 de Maio (sábado), às 19h00, na Arte Contempo, a exposição A SITUAÇÃO ESTÁ TENSA MAS SOB CONTROLO, um projecto de curadoria de Bruno Marques e Marta Mestre, vencedores da Iniciativa Novos Comissários 2008.

André Guedes, André Sousa, Gustavo Sumpta, Tânia Bandeira Duarte, Renato Ferrão trabalham em torno dos pólos tensão e controlo, transformando o espaço num "ringue" onde se medem forças e polarizam contrários indispensáveis.

Os trabalhos expostos tanto manipulam como neutralizam o espaço, ora potenciam protagonismos ou simplesmente condicionam a visibilidade das obras, estabelecendo um conjunto constituído por peças ligadas através dos seus próprios intervalos.

Tomaram-se como ponto de partida situações de guerra ou crise, e as correlativas formas de mediação que visam aplacar o pânico. O tópico de partida é igualmente evocativo da simultaneidade de pólos contraditórios, tanto subjacentes à formulação de ideias como à arte e às imagens.

Os curadores Bruno Marques e Marta Mestre (vencedores da Iniciativa Novos Comissários 2008) propuseram a André Sousa (artista e programador de espaços independentes tais como MAD WOMAN IN THE ATTIC, PêSSEGOpráSEMANA e A CERTAIN LACK OF COHERENCE, no Porto), a selecção de quatro artistas. Experimenta-se uma situação de "curadoria repartida" com o fim de preservar a rede de relações colectivas e de gestão independente que os artistas já haviam tecido entre si.

André Guedes, apresenta quatro publicações que catalogam as obras dos restantes artistas e propõe uma reflexão sobre a tradução de uma efeméride para um suporte acrónico, de forma a questionar o efeito de alteridade e de desmultiplicação da mesma, através do diferimento de critérios editoriais.

André Sousa questiona o sentido impositivo da arquitectura para promover uma relação tensional com o visitante, no espaço da galeria. Auspicia em simultâneo a sensação de coabitação negocial com os restantes trabalhos da exposição.

Gustavo Sumpta trabalha a distribuição física do peso, a instabilidade de corpos no espaço, ao mesmo tempo que acusa o estatuto performático dos intervenientes, ou seja, a possibilidade de pura e simplesmente qualquer coisa acontecer despoletada por uma acção que não parte do espectador.

Renato Ferrão instala um conjunto de kits de mobiliário graviticamente em desacordo, montados ao alto numa teia de (des)equilíbrios. Este gesto serve-lhe ainda para contrariar os conteúdos de mensagens que vendem um sentido prático dos objectos do quotidiano.

Tânia Bandeira Duarte, com uma composição de objectos do quotidiano pautada por uma forte componente temporal e modular, explora o contínuo ilusório através de premissas conceptuais como a alteração, a mudança, a recombinação, a justaposição.

 

A  “Arte Contempo” é uma associação cultural sem fins lucrativos, de iniciativa privada, cujo intuito é a difusão da cultura contemporânea.