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INICIATIVA NOVOS COMISSÁRIOS

 

"Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos"

 

28 Fevereiro - 28 de Março 2009

Inauguração Sexta-feira > 27 Fev > 21h30 > Arte Contempo

 

Artistas

Ana B | Claudia Fischer | Daniela Krtsch | Eduarda Silva | Margarida Palma | Paula Albuquerque | Raquel Schefer | Sílvia das Fadas | Tatiana Macedo | Valeria Galizzi |

 

Curadoria

Adriana Delgado Martins | Leonor Veiga | Marisa Vinha |

 

Já reconhecida pelo papel desempenhado na divulgação da recente geração de criadores, a Arte Contempo propõe-se contribuir, igualmente, para o desenvolvimento de carreiras no campo do comissariado de exposições. Nesse sentido, a Arte Contempo promove, anualmente, a Iniciativa Novos Comissários, um concurso de ideias para a realização de uma expo­sição colectiva concebida e organizada por um ou mais comissários em início de carreira.

 

O vencedor da edição de 2009 da Iniciativa Novos Comissários foi o colectivo de comissárias constituído por Adriana Delgado Martins, Leonor Veiga e Marisa Vinha com a proposta "Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos".

 

As comissárias são três mulheres «desterritoriali­zadas», recém-chegadas a Lisboa depois de longos e diferentes percursos por outras latitudes, inquietas e contraditórias, entre explosões e apatias que tocam, por vezes perigosamente, os seus limites psicológicos. Este foi o conceito que quiseram trabalhar. Para tal, desa­fiaram dez mulheres artistas: Ana B, Claudia Fischer, Daniela Krtsch, Eduarda Silva, Margarida Palma, Paula Albuquerque, Raquel Schefer, Sílvia das Fadas, Tatiana Macedo e Valeria Galizzi, com quem partilham o sentimento de estar in-between.

 

As artistas foram convidadas a reflectir a sua existência fragmentada e a questão do ténue equilíbrio diário que cada uma enfrenta no quotidiano. Os estados em que se encontram – paixão, ansiedade, stress, pânico, medo, dor, melancolia, apatia, vazio – sugerem vulne­rabilidades que se traduzem numa perda de controlo. Juntas quiseram reflectir a questão identitária da relação do eu com a cidade e com o Outro. Referências cinematográficas, sociológicas e filosóficas delimitam o território conceptual deste projecto através da obra homónima de Almodóvar, assim como o pensamento de Deleuze e de Homi Bhabba.

 

O diálogo entre as mulheres e a cidade cons­titui a matéria-prima da exposição, num exercício de reflexão em torno da noção de territorialidade e identidade. São três curadoras e dez artistas, mulheres entre territórios e entre identidades.

 

 

 

A  “Arte Contempo” é uma associação cultural sem fins lucrativos, de iniciativa privada, cujo intuito é a difusão da cultura contemporânea.