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TRABALHAR CANSA
Catarina Botelho, Pizz Buin, Ramiro Guerreiro,
Sara & André, Tomás
Nogueira, Vasco Barata
Comissariado: Maria do Mar Fazenda
9 de Março a 14 de
Abril de
2007
5ª feira a Sábado:
14h30-19h30
Inauguração 8 de Março
às 21h30
A Arte Contempo propõe-se divulgar as tendências emergentes no campo das
artes visuais. Assim, promove um ciclo anual de exposições com jovens artistas
portugueses, realizadas no seu espaço expositivo. Pretendendo promover a
carreira de comissários emergentes, a Arte Contempo lançou a Iniciativa Novos
Comissários, um concurso de ideias para a produção de uma exposição colectiva.
Neste contexto, a a Arte Contempo apresenta, sob comissariado de Maria do Mar
Fazenda, "Trabalhar cansa", com obras de Catarina Botelho, Pizz Buin, Ramiro
Guerreiro, Sara & André, Tomás Nogueira e Vasco Barata.
Tomando o título de empréstimo a Lavorare Stanca (1936), uma colectânea de
poemas de Cesare Pavese,
a expressão "Trabalhar cansa" corresponde a uma verdade simultaneamente
reconhecida e inevitável, transportando uma declaração pessoal sobre a
condição de viver. "Trabalhar cansa" assume-se, assim, como motor deste
projecto, enunciando os diferentes territórios da prática artística, tais como
o trabalho enquanto descoberta ou o trabalho inominável da criação.
Nas obras expostas, as evocações são várias, desde vertente política e
social à leitura ingénua ou idealista, ou assumidamente anarquista.
Catarina Botelho subverte a ideia de trabalho com as suas fotografias de
alguém a dormir; já o colectivo Pizz Buin ocupa a cozinha da galeria com
cópias de obras de arte de diferentes artistas de renome. Ramiro Guerreiro
equaciona este conceito aludindo à remodelação de uma divisão, neste caso a
transformação do quarto de dormir em local de trabalho, enquanto a dupla Sara
& André prossegue o projecto Claim to Fame, agora com uma pintura baseada num
contrato feito com um artista-executante. Se as fotografias de Tomás Nogueira
seguem, numa lógica de tarefa, situações predeterminadas observadas pelo
autor, as de Vasco Barata vivem da sobreposição de múltiplas referências
intelectuais, entre as quais as do cinema.


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